quinta-feira, 26 de agosto de 2021

autossabotagem

a consequência é simples de prever: comportas-te de forma distante, repetes padrões antigos, envias mensagens contraditórias. esta sou eu. quando tenho medo que não sejas real, quando tenho medo que sejas mais uma lição, quando uso os meus medos para te prever. e traio-me, aqui traio aquilo que quero, aquilo que me faz bem. traio-me ao achar que o vais fazer tu.

a culpa é minha

o problema não seria real se não sangrasse para o presente. aqui a culpa é minha, por manter esta história viva, reciclada numa nova relação, com padrões meus que insistem em trazê-la de novo à vida. aqui a culpa é minha, pôr tentar ver os mesmos maus padrões numa pessoa nova. aqui a culpa é minha, por reagir e tirar as mesmas conclusões em situações novas. aqui a culpa é minha, por não confiar em ti. confiar que és diferente, que não és os mesmos padrões. confiar que desta vez estou segura, que finalmente escrevi uma história nova.

invalidez

foste tu que trouxeste e exasperaste estes sentimentos de invalidez. foste tu que me prendeste a essa ideia. e eu deixei. eu acreditei que era eu o problema. novamente, achei que eu era o problema. não fui, nunca fui. essa invalidez não é minha, é tua. ou é minha, por não ver que é tua. 

terça-feira, 4 de maio de 2021

quereres

Quero partilhar-me contigo. Quero que saibas todas as partes de mim. Quero despir-me de tudo e deixar-te ver-me por completo, nua de inseguranças e medos. Quero que me saibas de cor. Quero que me toques, devagarinho. Quero sentir a tua presença na minha pele. Quero sentir-me entre ti. Quero um mundo só nosso. Quero todo o tempo para nós. Quero dar-te tudo o que tenho. E quero que tu também o queiras.

os teus olhos

Quando me olhas, vejo nos teus olhos o que me queres dizer mas não consegues. Quando me olhas, vejo nos teus olhos os teus medos e as tuas inseguranças, vejo o quanto tentas que não as veja, que não te leia, que não te perceba. Quando me olhas, vejo as promessas de algo que tentas forçosamente esconder. Quando te olho, reparo em ti, reparo no teu corpo as consequências das minhas vagas ações. Vejo o teu medo, a ver aquilo que queres à frente, e a tua frustração, de não conseguires vir buscar aquilo que queres. Quando me olhas, vejo nos teus olhos o quanto nos queres, o quanto nós te fazemos bem, o quão é simples para ti seres tu comigo. Quando olhas para mim, consigo ver um mundo que quero fazer parte. Quando me olhas, vejo um mundo simples, livre, calmo, seguro e feliz. Vejo-te a ti. E tento ir com calma, tendo dar-te o tempo que me pedes com o teu olhar. Estou a resistir aos meus impulsos, para não fazer tudo aquilo que quero, reprimo que te quero, por ti. Quando me olhas, vejo nos teus olhos a promessa do quão bom somos juntos.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

vou

Não nos mereces. Não nos compreendes. Não nos queres. E não tentas-te. Magoaste-me. Tantos "suplícios", incompatibilidades, impedimentos, dificuldades. Desculpas, de merda.
          
Não me mereces. Não me compreendes. Não me queres. E tentei. Desculpar-te, aceitar-te, aprender-te, ignorar-me, fazer-nos melhor. Magoaste-me, tão facilmente. E podes fazê-lo, facilmente, rapidamente, subitamente, novamente.quarta-feira, 24 de maio de 2017

fico

Somos tão bom juntos. Tão fáceis juntos. Habitual, pacífico, leve, relaxante, cúmplice.
           
Somos tão bom juntos. Tão químicos juntos. Elétrico, energético, desafiante, sexy.