Quando me olhas, vejo nos teus olhos o que me queres dizer mas não consegues. Quando me olhas, vejo nos teus olhos os teus medos e as tuas inseguranças, vejo o quanto tentas que não as veja, que não te leia, que não te perceba. Quando me olhas, vejo as promessas de algo que tentas forçosamente esconder. Quando te olho, reparo em ti, reparo no teu corpo as consequências das minhas vagas ações. Vejo o teu medo, a ver aquilo que queres à frente, e a tua frustração, de não conseguires vir buscar aquilo que queres. Quando me olhas, vejo nos teus olhos o quanto nos queres, o quanto nós te fazemos bem, o quão é simples para ti seres tu comigo. Quando olhas para mim, consigo ver um mundo que quero fazer parte. Quando me olhas, vejo um mundo simples, livre, calmo, seguro e feliz. Vejo-te a ti. E tento ir com calma, tendo dar-te o tempo que me pedes com o teu olhar. Estou a resistir aos meus impulsos, para não fazer tudo aquilo que quero, reprimo que te quero, por ti. Quando me olhas, vejo nos teus olhos a promessa do quão bom somos juntos.
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