quinta-feira, 18 de agosto de 2016

burra

Um amor pode ser cego, mas pode ser burro? Sei que fui cega por ti mas divido-me se também fui burra. Deveria ter percebido cedo que não funcionava. Nós não funcionávamos. Mas eu quis, quis com tanta força. Ignorei tudo e todos. Fechei-me em mim e em ti, éramos só nós e assim estava tudo bem. Não estava, não podia. Quis acreditar que mudavas, quis acreditar que me amavas para além de tudo. Mas quem ama não faz o que fizeste. Quem ama não é egoísta, não tem o rei na barriga, não faz sofrer só porque é mais fácil que ter colhões para dizer a verdade. Sei que fui cega, mas fui burra por ti?

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