Gostava que fosses pior, para não doer tanto. Gostava muito. Gostava que fosse fácil despegar-me, não me importar, ignorar todas as coisas boas que vejo em ti. O potencial, aquele que não vês em mim.
Gostava que conseguisses perceber que isto, o nosso nós, tem futuro. Que poderia ter futuro. Mas não vês. E magoa-me. Magoas-me com as tuas dúvidas. Existenciais e individualistas.
Magoa-me tentar olhar em frente sozinha. Querer o "em frente" sozinha. Delinear planos e fazê-lo em vão.
Gostava tanto que visses o valor que temos juntos. Não só o que tens sozinho. Que percebesses que as frases feitas também têm sentido. Gostava tanto que não fosses tão bom.
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